O que o louva-a-deus come? Guia de alimentação para apartamentos
Aprenda a alimentar um louva-a-deus em apartamento: quais insetos oferecer, a frequência ideal, como fazer o enriquecimento nutricional e evitar odores.

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Se você mora em um apartamento de 56 metros quadrados (600 pés quadrados) cujo contrato proíbe animais de estimação, um louva-a-deus talvez seja o único "pet" que seu proprietário nunca perceberá. Ele vive em um recipiente menor que uma caixa de sapatos, não faz barulho e praticamente não produz cheiro. A verdadeira questão não é se você tem espaço, mas o que colocar nesse pequeno terrário para manter seu louva-a-deus vivo e saudável.
Resposta rápida: Louva-a-deus come insetos vivos com tamanho aproximado ao comprimento do próprio corpo — principalmente moscas-das-frutas quando é ninfa e grilos, baratas ou mariposas quando adulto. Alimente as ninfas diariamente ou em dias alternados e os adultos 2-3 vezes por semana. Presas não consumidas devem ser retiradas em até 24 horas para evitar odores e estresse.
O que o louva-a-deus realmente come?
O louva-a-deus é estritamente carnívoro e só come presas vivas e em movimento. Ele não aceita ração granulada, alimento em gel nem nada morto — é o movimento que ativa seu instinto de caça. Isso é uma boa notícia para quem mora em apartamento e se preocupa com odores, pois não será necessário guardar alimentos à base de carne ou peixe na cozinha.
Na natureza, o louva-a-deus come praticamente qualquer inseto do seu tamanho ou menor [1]. Em cativeiro, isso se resume a uma lista curta e fácil de administrar.
Insetos alimentadores comuns por tamanho do louva-a-deus
- Ninfas (recém-nascidas até 1 polegada/2,5 cm): moscas-das-frutas, microgrilos, colêmbolos
- Jovens (1-2 polegadas/2,5-5 cm): grilos pequenos, baratas pequenas (como ninfas de barata-dúbia)
- Adultos (2-4+ polegadas/5-10+ cm): grilos adultos, baratas-dúbias, mariposas, gafanhotos pequenos
Dica profissional: Nunca ofereça uma presa mais comprida que o corpo do louva-a-deus. Presas grandes demais podem feri-lo ou até matá-lo, principalmente durante a muda, quando seu exoesqueleto ainda está mole.
Moscas-das-frutas ou grilos: qual alimentador é melhor para apartamentos?
Culturas de moscas-das-frutas são a melhor escolha para a maioria das pessoas que cria louva-a-deus em apartamento, pois quase não produzem cheiro e ocupam pouquíssimo espaço. Grilos são mais baratos quando comprados em grande quantidade, mas podem fazer barulho suficiente para incomodar em apartamentos com paredes finas ou chamar a atenção dos vizinhos — exatamente o oposto do que alguém com pouco espaço procura.
As duas opções funcionam, mas atendem a necessidades diferentes conforme a idade do louva-a-deus e sua situação de moradia.
| Tipo de alimentador | Nível de ruído | Nível de odor | Espaço necessário | Melhor para | Recomendação |
|---|---|---|---|---|---|
| Moscas-das-frutas | Nenhum | Muito baixo | Copinho ou frasco minúsculo | Ninfas, apartamentos silenciosos | Melhor opção geral para inquilinos |
| Grilos | Estridulação (pode ser alta) | Moderado se não houver limpeza | Caixa pequena | Jovens/adultos | Boa opção, mas mantenha a caixa tampada |
| Baratas-dúbias | Nenhum | Muito baixo | Caixa pequena | Adultos | Melhor opção para quem é sensível a odores |
| Larvas-da-cera/mariposas | Nenhum | Baixo | Copinho pequeno | Petisco ocasional | Ofereça com moderação, pois têm muita gordura |
As baratas-dúbias merecem destaque. Elas são silenciosas, têm dificuldade para escalar vidro — por isso, fugas são raras — e, com o tempo, produzem muito menos cheiro que os grilos [2].
Dica profissional: Se o proprietário perguntar sobre seu pet, o louva-a-deus geralmente é classificado como invertebrado, e não como "animal de estimação", nas cláusulas convencionais que proíbem pets — ainda assim, vale a pena conferir os termos específicos do seu contrato antes de levar um para casa.
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Com que frequência alimentar um louva-a-deus?
A frequência da alimentação depende quase totalmente da fase da vida do louva-a-deus. Ninfas têm metabolismo acelerado e precisam comer com mais frequência que os adultos, assim como um filhote de cachorro em crescimento se alimenta mais vezes que um cão adulto.
O excesso de comida é, na verdade, um dos maiores riscos para quem cria louva-a-deus em apartamento, pois é tentador ficar "checando" um pet pequeno e silencioso mais vezes do que o necessário.
Frequência de alimentação por idade
- Ninfas recém-nascidas: ofereça moscas-das-frutas diariamente e retire as sobras depois de 24 horas
- Louva-a-deus jovens (2-6 semanas de idade): alimente a cada 1-2 dias com grilos de tamanho adequado
- Louva-a-deus adultos: alimente 2-3 vezes por semana, oferecendo uma ou duas presas por refeição
- Fêmeas grávidas (com ovos): aumente a frequência para dias alternados, garantindo proteína extra
Um louva-a-deus com o abdômen visivelmente arredondado e cheio não precisa de mais comida naquela semana. Esperar um ou dois dias não fará mal, mas o excesso de alimentação pode causar regurgitação ou atrair moscas-das-frutas para o ambiente.
Enriquecimento nutricional: a etapa que muita gente em apartamento ignora
O enriquecimento nutricional consiste em alimentar bem os insetos alimentadores antes que eles virem comida para o louva-a-deus. Essa etapa é importante porque os nutrientes consumidos pelo inseto passam para o louva-a-deus — é, na prática, uma refeição em duas etapas.
É comum pular esse processo em apartamentos pequenos porque ninguém quer armazenar ainda mais alimentos. Porém, o enriquecimento nutricional quase não ocupa espaço.
Enriquecimento nutricional simples para espaços pequenos
- Mantenha um recipiente pequeno com aveia, lascas de cenoura ou suplemento comercial para enriquecimento nutricional destinado aos grilos e às baratas
- Moscas-das-frutas podem receber nutrientes no próprio meio em que são cultivadas
- Guarde o alimento dos insetos em um recipiente fechado para não atrair pragas de despensa
- Um único potinho dura semanas, portanto não ocupará toda a cozinha de um apartamento tipo estúdio
Mito comum: "O louva-a-deus só precisa de insetos, então qualquer inseto serve." Realidade: De acordo com orientações entomológicas sobre cuidados com invertebrados, insetos alimentadores pobres em nutrientes ou expostos a pesticidas podem causar deficiências ou intoxicação [3]. Compre sempre de um fornecedor confiável e nunca capture insetos nos arredores do apartamento.
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Hidratação sem os danos causados pela umidade que proprietários detestam
O louva-a-deus não bebe em um pote de água — ele se hidrata com pequenas gotículas borrifadas nas folhas e paredes do terrário. Essa é uma das maiores vantagens para quem mora em apartamento e teme que a umidade danifique pisos ou paredes, pois um louva-a-deus precisa de muito menos umidade que um camaleão, por exemplo.
Uma borrifada leve uma ou duas vezes por dia é suficiente para a maioria das espécies. Você não precisa de um umidificador nem de um terrário bioativo que aumente a umidade do cômodo.
Como borrifar com segurança em um apartamento pequeno
- Use um borrifador de névoa fina, e não um jato que encharque tudo
- Borrife as paredes do terrário e as plantas de plástico, não o substrato
- Deixe o terrário secar quase totalmente antes da próxima borrifada para evitar mofo
- Nunca borrife diretamente no corpo do louva-a-deus
Dica profissional: Um único borrifador de névoa fina da Amazon serve tanto para cuidar do louva-a-deus quanto das plantas da casa — um item a menos ocupando espaço no apartamento.
Erros comuns ao alimentar um louva-a-deus em apartamento
O erro mais comum é comprar insetos alimentadores em grande quantidade sem planejar onde armazená-los no espaço limitado. Um saco com 50 grilos pode parecer econômico, mas eles morrem, produzem cheiro e fazem barulho no apartamento tipo estúdio antes que você consiga usar todos.
Outros erros começam com boas intenções, mas acabam causando problemas.
Fique atento a estes erros
- Comprar alimentadores em excesso — peça lotes menores com mais frequência, em vez de fazer uma compra enorme
- Deixar presas mortas no terrário — essa é a principal fonte de reclamações por odor, não o próprio louva-a-deus
- Usar insetos expostos a pesticidas — nunca capture insetos silvestres em áreas tratadas, como o pátio do condomínio ou os vasos da varanda
- Oferecer presas grandes demais — isso pode ferir um louva-a-deus durante a muda e causar a perda permanente de membros
- Não colocar novos alimentadores em quarentena — ácaros podem chegar escondidos, entrar no terrário e se espalhar
Manter o terrário limpo resolve a maioria desses problemas de uma só vez. Segundo orientações gerais de manejo de invertebrados [4], retirar as presas não consumidas em até um dia elimina praticamente todas as reclamações relacionadas ao cheiro do louva-a-deus em apartamentos.
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O que o louva-a-deus nunca deve comer
Alguns alimentos são realmente perigosos para o louva-a-deus, embora possam parecer inofensivos. Até agosto de 2026, comunidades de criadores e fontes de entomologia destacavam consistentemente a mesma lista curta de itens que devem ser evitados.
- Insetos mortos ou abatidos previamente — o louva-a-deus não reconhece uma presa imóvel como alimento e pode morrer de fome
- Insetos silvestres capturados em áreas pulverizadas — pátios de condomínios e jardins de varanda costumam receber pesticidas
- Besouros grandes ou insetos com carapaça dura — o exoesqueleto pode ferir o aparelho bucal do louva-a-deus
- Carne, frutas ou restos de comida humana — o louva-a-deus é insetívoro obrigatório e não consegue digerir esses alimentos
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Conclusão
Alimentar um louva-a-deus é realmente uma das rotinas mais fáceis e limpas para quem quer ter um pet em apartamento. Ofereça presas vivas de tamanho adequado, alimente as ninfas diariamente e os adultos 2-3 vezes por semana, retirando as sobras em até 24 horas para evitar odores. Como ocupa pouquíssimo espaço, quase não faz barulho e dificilmente causa problemas com o proprietário, o louva-a-deus combina melhor com ambientes pequenos que praticamente qualquer outro animal exótico.
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Check Price on AmazonPerguntas Frequentes
Na maioria dos casos, sim — o louva-a-deus é um invertebrado e normalmente não entra nas cláusulas convencionais que proíbem cães, gatos e outros animais de estimação tradicionais. Confira sempre o texto específico do contrato ou pergunte diretamente ao proprietário, pois as regras variam de um imóvel para outro. Se necessário, o terrário é pequeno o bastante para ficar discretamente em uma prateleira ou escrivaninha.
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